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Publicado em 19/01/2011 | Categoria: APAC em destaque
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Enchentes sero monitoradas em Pernambuco

Do JC Online

Em meio à tragédia provocada pelas chuvas na região serrana do Rio de Janeiro, com altos índices de mortes e destruição, a única solução coerente que surge é a prevenção. Pensando nisso, já que Pernambuco recentemente também serviu de cenário para enchentes devastadoras, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), vinculada à Secretaria de Recursos Hídricos do Estado, está com um projeto de monitoramento do clima. Até o final de março será construída uma "Sala de Situação", que identificará o nível da água dos rios e das barragens, em tempo real.

Por meio do projeto de controle da Apac, os rios e barragens serão estudados por 32 Plataformas de Coletas de Dados (PCD), espalhadas por todo o estado. "Os dados serão transmitidos em tempo real, por meio de satélites e celulares, para a Sala de Situação, que funcionará como um sistema de alerta. Caso seja registrado algum risco à população,  a Codecipe (Defesa Civil de Pernambuco) será imediatamente acionada, evitando novos desastres", explica Suzana Montenegro, diretora de regulação e monitoramento da Apac.

Como resultado da parceria entre a Apac e a Agência Nacional das Águas, Pernambuco está recebendo todos os equipamentos necessários para funcionamento do sistema. Além das PCD, alguns computadores com sistema de transmissão, dois carros e dois barcos foram disponibilizados. O corpo profissional será montado por seis hidrólogos, oito metereologistas, entre outros técnicos. No total, o investimento da operação gira em torno de R$ 1 milhão, verba que já foi autorizada desde o término das enchentes do ano passado, com caráter emergencial. 

Suzana Montenegro também adiantou que a Apac está em parceria com o CPTEC (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), para desenvolvimento de um projeto piloto na bacia do rio Mandaú, um dos envolvidos nas enchentes. "O Sistema de Alerta Precoce será implementado primeiramente no Mandaú, mas pretendemos expandi-lo para rios do Sertão", diz a diretora. Por meio desse sistema serão realizadas pesquisas, levantamento topográfico da região, levantamento do clima, entre outros pontos que ajudarão na previsão de possíveis desastres climáticos.

A Apac também está conveniada com a  Fundação Cearense de Metereologia, para viabilização de um radar, que custa entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões. O que facilitará uma previsão do tempo conjunta entre Pernambuco, Alagoas e Ceará, já que os dois últimos estados já possuem o sistema. "A ideia é fazer um monitoramento climático coperativo com as outras localidades", explica Suzana.

No próximo dia 23 de janeiro a Apac estará realizando um concurso público com 93 vagas no total (60 para nível superior e 33 para nível médio).  Os contratados serão distribuídos por vários setores da agência, e também na operação do sistema de monitoramento do clima.

Extraído do caderno cotidiano do Jornal do Commercio do dia 14/01/2011.