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Publicado em 19/05/2011 | Categoria: APAC em destaque
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Comporta fechada em Carpina

Uma das comportas da Barragem de Carpina - que resguarda de enchentes a Região Metropolitana do Recife - foi fechada ontem à tarde, o que deve reduzir os alagamentos em São Lourenço da Mata e comunidades ribeirinhas da Zona Oeste da capital. A primeira tinha sido aberta no dia 3 e segunda, no dia 4.

 

Segundo o governo do Estado, o lago da barragem, em Lagoa do Carro, na Zona da Mata Norte, está perto de alcançar 20% de sua capacidade, quando a segunda comporta será fechada. De manhã, acumulava 85 milhões de metros cúbicos, o equivalente a 31,6%.

O gerente de Monitoramento e Fiscalização da Agência Pernambucana de Água e Clima (Apac), Clênio Filho, explica que o lago deve se manter com 20% de sua capacidade, que é de 202 milhões de metros cúbicos, para cumprir sua função. - Com essa quantidade, se ocorrerem chuvas fortes novamente será possível armazenar outra vez a água, evitando cheias -, explica.

A Barragem de Carpina, construída em 1978, também serve à piscicultura e ao abastecimento humano, por isso nunca é esvaziada totalmente. Recebem a água da represa os moradores da área urbana de Lagoa de Itaenga, Feira Nova e Glória de Goitá, na Zona da Mata, e Limoeiro, no Agreste. Em períodos de seca, serve, ainda, para complementar o Sistema Tapacurá, como ocorreu entre 1998 e 1999.

As comportas têm 3,5 metros de altura e são fechadas por um sistema hidráulico. A vazão de cada uma é de aproximadamente 150 metros cúbicos por segundo. - A Barragem de Carpina está despejando no Capibaribe cerca de 1 milhão de metro cúbico por hora -, explica.

A de Carpina é uma das três barragens construídas exclusivamente para contenção de enchentes, embora também tenha outros usos. As outras são a de Tapacurá, em São Lourenço da Mata, e a de Goitá, em Paudalho, ambas na Bacia do Rio Capibaribe. As três foram construídas pelo extinto Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS). A Barragem de Tapacurá foi a primeira, em 1973. As outras duas são de 1978.

INUNDAÇÃO

O nível do Rio Capibaribe no Centro de São Lourenço da Mata está 23 centímetros acima da cota de inundação. De acordo com a Apac, o nível do rio nesse trecho normalmente é de 90 centímetros. Quando alcança 2,1 metros, é recomendado o estado de alerta, pois o nível máximo é de 3 metros. Atualmente, a Plataforma de Coleta de Dados instalada no município registra 3,23 metros.

 

 

 

 

Acordo garante obra de dois reservatórios

 

A presidente Dilma Rousseff assinou, ontem, convênios com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para construção de duas barragens no Estado. O objetivo é prevenir enchentes, como a de 2010 e a registrada no início maio, que deixou pelo menos nove municípios em estado de emergência. Os reservatórios são promessa do governador desde a cheia do ano passado.

Serão construídas as Barragens de Panelas II, no município de Cupira, no Agreste pernambucano, e a de Gatos, na cidade de Lagoa dos Gatos, na Mata Norte. A construção das duas unidades vai custar R$ 65 milhões, dos quais R$ 11,5 milhões serão contrapartida do governo do Estado.

A estimativa é que 18,5 mil moradores da Mata Sul, Mata Norte e parte do Agreste sejam beneficiados com o fim das cheias. As barragens terão capacidade para armazenar até 23,3 milhões de metros cúbicos.

Com a garantia dos recursos, a previsão do governo é que as barragens estejam prontas até o segundo semestre de 2012. O edital de licitação já foi lançado e as empresas responsáveis por tocar as obras deverão ser anunciadas até o dia 15 de junho. Para evitar atraso, o Estado enviou à Assembleia Legislativa projeto de lei para simplificar o processo de construção das barragens.

No total, serão construídos cinco reservatórios no Estado, ao custo de R$ 630 milhões. Pelo menos é o que foi acertado por telefone no começo do mês entre a presidente Dilma e Eduardo Campos. Além das duas barragens anunciadas, estão previstas as de Serro Azul (Palmares), Igarapeba (São Benedito do Sul) e Barra de Guabiraba (Guabiraba). A previsão é que todas fiquem prontas até 2013.

 

Fonte : Jornal do Commercio