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Publicado em 06/06/2011 | Categoria: Artigos/Opinio
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A soluo das barragens

Para que as inundações não se tornem martírios recorrentes a acometer a população todo ano, medidas concretas para evitar a sua repetição precisam ser tomadas com urgência. A destruição trazida pelas chuvas que sangram os cursos-d’água produz mortes, desabrigados, inutiliza estradas, pontes, escolas, hospitais, com efeitos devastadores também sobre as economias municipais. A cada inverno - ou enxurrada - um rastro de sofrimento mostra a conta dos danos humanos e materiais que afeta a todos pernambucanos. Ainda estamos em maio, e a chuva já causou estragos em 56 municípios, dos quais 26 decretaram situação de emergência, e nove, de calamidade pública. Mais de 15 mil famílias tiveram que sair de suas casas, muitas recorrendo a doações para se manter longe do desespero.

 

No ano passado, o desfile de autoridades sobre a lama contou até com a presença do presidente da República. Mas nem isso foi suficiente para impedir que a usual lentidão burocrática afastasse as promessas oficiais de ajuda imediata para o plano das boas intenções levadas pela correnteza. Devido à demora observada na prática depois de menos de doze meses e outra calamidade nos mesmos locais, o governo do Estado resolveu buscar a antecipação do processo licitatório e ambiental para a construção de cinco barragens na Zona da Mata Sul, região mais atingida pela intempérie e pelo descaso. O Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) poderá ser concluído em um terço do período normal, com prazo reduzido de seis para dois meses.

Ao lado da inauguração, há poucos dias, do Sistema de Previsão e Alerta Hidrometeorológico, voltado para prevenção de tempestades e alerta de enchentes, o governo demonstra atitude correta de pressa para tratar do problema sem demagogia, investindo no que pode e deve ser feito. A solução das barragens já deveria ter saído papel, sem dúvida, mas é imprescindível que a partir de agora o poder público traduza a sensibilidade necessária para enfrentar a questão em ações efetivas de reconstrução das condições mínimas de vida sem susto na Mata Sul.

As barragens estão programadas para serem erguidas nas cidades de Cupira, Lagoa dos Gatos, Palmares, São Benedito do Sul e Barra de Guabiraba, e deverão consumir recursos de mais de R$ 700 milhões, provenientes do Estado e do governo federal. Cabe ao governador Eduardo Campos assegurar que os recursos da União cheguem sem atrasos que comprometam o cronograma de obras prioritárias para o povo daquela região e para todo o Estado. O castigo de invernos rigorosos não pode ser um temor perpétuo para os moradores e trabalhadores da área. Está mais do que na hora de a Mata Sul ser agraciada com uma política de contenção das inundações graves que assustam as pessoas e fazem de seu território terra arrasada. Como o ministro Fernando Bezerra Coelho, da Integração Nacional, conhece de perto o drama das cidades ameaçadas, acreditamos que desta vez a promessa de solução definitiva alcance o patamar de realidade.