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Publicado em 14/06/2011 | Categoria: Artigos/Opinio
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gua: futuro e desafios

 

Sérgio Andrade

A Organização das Nações Unidas (ONU) tem proclamado em alto e bom som para quem quer ouvir que a falta de saneamento nas áreas urbanas e rurais e o crescimento do número de favelas nas periferias das grandes cidades, deverão se revelar como grandes problemas para o futuro.

É evidente que a ausência de planejamentos estruturadores que considerem estas realidades urbanas e rurais, com o perfil tão próprio de seus habitantes, é um dos ingredientes que poderão levar a sociedade ao colapso num futuro não muito distante.

Para que possamos compreender a dramática realidade global e reagir diante de tanta indiferença de boa parte das pessoas, é necessário que números sejam expostos: cerca de 27% dos habitantes do planeta (sobre)vivem sem água encanada. Na África, aproximadamente 175 milhões de pessoas não sabem o que é saneamento básico. No mundo inteiro, quase 2,6 bilhões de seres humanos carece de acesso a saneamento adequado.

Quando olhamos para nossas crianças ao redor da Terra, o quadro é assustador. A falta de água e de saneamento em milhares de localidades mata, aproximadamente, 1,5 milhões de vidas com menos de cinco anos.

Recente estudo apresentado pela Agência Nacional das Águas (ANA), indica que se o Brasil quiser disponibilizar água de qualidade para todas as pessoas, deverá investir 70 bilhões de reais até 2025. É certo, que Pernambuco será um dos quatro Estados da Federação, ao lado do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, com o maior grau de investimentos nesta área nos próximos anos. Até porque, em nosso Estado apenas 52 municípios (28% do total) apresentam condições de abastecimento de água satisfatório para os dias que virão.

Diante destes cenários, somos convidados a assumir coletivamente alguns compromissos com urgência, tais como: preservar os recursos de águas existentes no país, cuidar das bacias hidrográficas, dizer não à privatização da água, investir mais fortemente na saúde pública, ter compromisso constante com o planejamento das cidades, acreditar na viabilidade da agricultura familiar e da agroecologia, diminuir os aportes ao agronegócio e, finalmente, usar com inteligência, na escala pessoal, familiar, coletiva, industrial e de produção agropecurária, o uso deste bem.

O início da Semana do Meio Ambiente neste domingo poderá ser uma grande oportunidade para que nossas igrejas e comunidades sejam sensibilizadas para transformação do cenário atual. Quem sabe, estejamos dispostos a contribuir, ao lado de outros setores da sociedade civil organizada, para que o futuro não se apresente entre nós como alguém que traz consigo o medo, a insegurança e a dor, antes seja revelador da dignidade, justiça e vida.

Nas palavras de Jesus, "água viva que matará a sede" de todos e todas nós!

Rev. Sérgio Andrade é coordenador político e pedagógico da ONG Diaconia