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Publicado em 10/08/2011 | Categoria: Informe/Agenda
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Projeto estima o papel das florestas para o equilbrio hidrolgico

Em palestra promovida pela Apac na manhã de sexta-feira (29/07), o especialista em hidrologia Felipe Alcântara apresentou os resultados obtidos pelo projeto piloto "Quantificação de Serviços Ambientais Prestados pela Floresta Atlântica na Zona da Mata Pernambucana", realizado pelo Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan) nas bacias hidrogáficas GL-1, Siriji, Sirinhaém e Una. 


Com base em imagens de satélite, o estudo gerou um banco de dados ambiental que permite interpretar quantitativamente os benefícios hidroclimáticos proporcionados pela cobertura florestal na região. "Partimos da necessidade de demonstrar que as áreas naturais não são áreas passivas, mas, sim, responsáveis por cumprir funções essenciais nos processos de manutenção da vida", disse Felipe, destacando a importância de estudos do tipo como subsídio para políticas públicas. "Assim será possível saber quais são as áreas prioritárias e qual a melhor forma de agir, de acordo com as características específicas de cada bacia", completou.


Na apresentação, Felipe destacou que Pernambuco é considerado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) como um hotspot em termos de mudança do clima, o que significa que o estado poderá sofrer alterações mais intensas do que a média global. Nesse sentido, a manutenção de cobertura florestal pode contribuir para mitigar esses efeitos, em razão do seu papel para a regulação climática, o controle da erosão e a redução do risco de cheias e de deslizamentos.


Entre os estados brasileiros, Pernambuco é que possui o mais baixo potencial hídrico. Entre as sub-bacias analisadas pelo estudo realizado pela Cepan, a do Rio Una e a do Rio Sirinhaém se destacaram como as de maior importância estratégica, entre outros fatores, por não apresentarem uma cobertura natural expressiva. 


Realizado com financiamento do Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), o projeto-piloto realizado pela Cepan contou ainda com apoio da ONG Conservação Internacional e da multinacional Monsanto. A palestra desta sexta-feira (29), apresentada no auditório da Compesa, contou com a presença de representantes da Universidade Federal de Pernambuco, do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e das ONGs Amane, Instituto Monã e Escola Mangue.