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Publicado em 07/11/2011 | Categoria: Mais Notcias
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Atlas do IBGE apresenta dados sobre servios de saneamento

IBGE Levantamento divulgado ontem mostra que entre 2000 e 2008 número de cidades com coleta de esgoto cresceu menos de 3%

RIO - Há décadas, o Brasil avança lentamente quando se trata de saneamento básico. Em 2008, dos 5.564 municípios existentes, 2.945(44,8%) ainda não contavam com rede coletora de esgoto. Já os domicílios com acesso à rede não chegavam nem à metade: eram 45,7%. Os dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) de 2008 e do Atlas do Saneamento 2011, divulgados pelo IBGE, mostraram ainda que em oito anos o número de cidades com coleta de esgoto cresceu menos de três pontos percentuais.

Em 2000, 52,2% das cidades tinham acesso à rede. Em 2008, eram 55,1% dos municípios. No entanto, mesmo com esses números, que têm ares de calamidade pública, algumas cidades não têm legislação específica para o setor.

“Telefonia e energia elétrica chegam a quase todos, mas o Brasil ficou 20 anos sem priorizar saneamento. Agora, mesmo investindo R$ 7,5 bilhões por ano, a gente não avança tanto quanto deveria. As grandes obras têm problemas, e muitas cidades não fizeram seus planos de saneamento ou não têm legislação. Isso permite, por exemplo, que condomínios sejam criados independente de terem rede de esgoto”, conta Edson Carlos, presidente-executivo do Trata Brasil.

Outro problema apontado pelo Atlas foi a estagnação da coleta de esgoto em alguns Estados. Ao comparar as pesquisas realizadas em 1989, 2000 e 2008, o Atlas mostrou que Pará, Piauí, Maranhão e Rondônia têm, desde 1989, percentual de até dez municípios com esgotamento sanitário. “Aqui, o esgoto corre a céu aberto. Uso pá e enxada para tentar impedir que entre em casa”, diz José Coutinho da Silva, 52 anos, morador da Vila Afonso Gil Castelo Branco, em Teresina, onde o esgoto e os dejetos de 3.500 habitantes passam pela rua principal e formam um córrego de lama, que termina sendo despejado sem nenhum tratamento no Rio Parnaíba.

Presidente Nacional da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), Cassilda Teixeira chama atenção para o fato de o País investir hoje quase três vezes o que investia em 2000, e ainda assim não avançar na universalização dos serviços.

O Atlas mostrou ainda que 23% dos municípios convivem com racionamento de água. Moradora da comunidade Escorregou Tá Dentro, no Recife, Noemia Silva afirma que já nem sabe quantas viagens faz por dia para buscar água: “Como só tenho balde muito pequeno, acho que são umas cem vezes.

Saneamento

Fonte : Jornal do Commercio