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Publicado em 24/10/2011 | Categoria: Artigos/Opinio
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A salvadora da ptria

Por João Fernando Coutinho

Não existe na história uma precisão do surgimento da primeira barragem no mundo. Fala-se em construções na Mesopotâmia e no Oriente Médio, criadas para controlar o nível das águas dos Rios Tigre e Eufrates. Nos documentos oficiais, entretanto, aparece a represa de Jawa, no Rio Jordão, em 3000 a.C. Também há a menção de uma estrutura no sul do Cairo em 2800 a.C. Com a Revolução Industrial, houve a necessidade de construir um crescente número de obras, o que permitiu o progressivo aperfeiçoamento das técnicas de projeto e construção.

Desde o início da história, as barragens são fundamentais ao desenvolvimento. A construção tinha como pilar a escassez de água no período seco e a consequente necessidade de armazenamento de água.

No Brasil, não poderia ser diferente. O Ministério da Integração Nacional, juntamente com a Agência Nacional de Águas (ANA), é o responsável pelas construções e prevenções das barragens, assim como os governos estaduais e municipais.

Em Pernambuco, o caso mais célebre é a barragem de Carpina, construída em 1978, com o intuito de minimizar as enchentes na capital. A obra teve êxito e também é utilizada na área de piscicultura e ao abastecimento humano, por isso nunca é esvaziada totalmente. Na enxurrada de maio deste ano, Carpina comprovou seu desempenho ao segurar o volume de água equivalente a duas cheias de 1975, em que foi registrado cerca de seis vezes mais a média histórica de chuva na bacia do Capibaribe.

A Mata Sul também sofre com cheias recorrentes e, para evitar mais uma catástrofe, o governador Eduardo Campos fechou parceria com a presidente Dilma Rousseff para criação de cinco novas barragens no Estado. Chamada de Serro Azul, em Palmares, a unidade será a maior das cinco anunciadas. Ela está orçada em R$ 350 milhões e poderá acumular até 303 milhões de metros cúbicos de água.

Outras três barragens estão previstas para atuar na contenção de cheias na Mata Sul. A barragem de Panelas II, em Cupira, já está em construção e teve a ordem de serviço dada. Ela terá uma capacidade de acumulação de 17 milhões de metros cúbicos, e a barragem Gatos, em Lagoa dos Gatos, terá capacidade de acumulação de 6,3 milhões de metros cúbicos. Quanto às outras duas – Barra de Guabiraba e Igarapeba –, encontram-se em processo de finalização dos projetos para determinar a abertura de concorrência pública.

É a esperança, fruto de um trabalho sério, para garantir futuro melhor para quem já sofreu tanto com as águas.

 João Fernando Coutinho é deputado estadual e primeiro-secretário da Alepe

Fonte : Jornal do COmmercio