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Publicado em 07/11/2011 | Categoria: Monitoramento Hidrolgico
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Barragem dever livrar mata sul de enchentes

Tarde de quinta-feira. Nas terras do Engenho Verde, área rural no limite entre Bonito e Palmares, região onde o Agreste Central e a Mata Sul de Pernambuco se confundem, Severino José da Silva, 51 anos, ara o solo debaixo do sol escaldante. É da lavoura da banana, do milho e da macaxeira que ele sustenta a mulher e os seis filhos. Perto dali, no alto de uma colina, Maria Silvana Leandro, 27, e o marido Quitério José Leandro, 32, trabalham na reforma da casa cujo terraço funciona como restaurante, nos fins de semana, na cachoeira Véu da Noiva II, em Bonito. Estão ampliando o negócio para tentar atrair mais clientes com a chegada do verão. Assim, Severino, Maria e Quitério vão imprimindo ritmo à rotina até o dia em que a água e o concreto ditarem um novo rumo para as suas vidas. Eles moram e trabalham na área onde será construída a quinta maior barragem do estado: Serro Azul. Um paredão de um quilômetro de extensão vai cortar casas, matas e canaviais para interromper o curso do Rio Una, com a promessa de evitar tragédias como as ocorridas em 2010 e 2011, quando as enchentes varreram diversas cidades da Mata Sul pernambucana.


Não obstante sua nobre causa, a barragem de Serro Azul tem dividido opiniões e afligido moradores de ambos os municípios. O reservatório, um dos cinco que serão construídos pelo governo no Sistema Integrado de Contenção de Cheias, vem sendo encarado como uma ameaça aos patrimônios natural e cultural das cidades. Além da inundação de vilas e de plantações, a água represada pode por em risco a cachoeira Véu da Noiva II, um dos pontos turísticos de Bonito. No terreno onde passará o eixo, há, ainda, um casarão histórico de estilo colonial que já foi habitado pelo escritor Hermilo Borba Filho e que, agora, está com seus dias contados.

O que vai ou não ficar sob a água a partir de abril de 2013, quando o grande lago deverá será formado, tem gerado uma onda de boatos que está tirando o sono de parte da população de Bonito, onde os rumores de que a barragem trará prejuízos irreparáveis à cidade são maiores. O Diario esteve no município e conversou com moradores, agricultores, comerciantes, ativistas ambientais, políticos e empresários para saber por que Serro Azul está sendo demonizada por uns e santificada por outros. Os mitos e as verdades sobre esse mega-projeto e seus impactos sociais, ambientais e econômicos foram traduzidos nesta série que inicia hoje e vai até a próximaquarta.

 

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