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Agência Pernambucana
de águas e clima  

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UFPE e Apac assinam protocolo de intenções para ações de monitoramento de eventos climáticos e meteorológicos adversos

 

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), por meio do Centro de Estudos e Ensaios em Risco e Modelagem Ambiental (Ceerma), celebram protocolo de intenções para criação do Núcleo de Oceanografia Operacional do Estado de Pernambuco (Nope) e para o estabelecimento de ações conjuntas que envolvem cooperação técnica e aprimoramento do ensino, pesquisa e extensão entre as duas instituições. O protocolo de intenções tem duração de cinco anos.

O Nope vai ter a função de monitoramento das variáveis meteo-oceanográficas para previsão de eventos climáticos e meteorológicos adversos. Também vão integrar suas atividades a análise de riscos e a previsão de ocorrências de acidentes envolvendo embarcações que transportam derivados de hidrocarboneto ao longo da costa. “Estamos dando um passo muito importante; aliás, um passo histórico. O Nope vai ser o primeiro núcleo de Oceanografia Operacional do Brasil implementado em nível estadual”, comemora o vice-reitor Moacyr Araújo.

O coordenador do Ceerma, Leonardo Bruto, explica que o centro e a Apac já mantinham uma relação de colaboração informal na área de monitoramento e previsão das variáveis meteo-oceanográficas para fortalecer modelos de previsão climática, principalmente, com base nos dados oceanográficos. “A partir dessa relação e, observando o existente em outros países, surgiu a ideia da criação do Nope. É importante destacar que alguns eventos meteorológicos extremos, como, por exemplo, um ano atípico muito seco ou com muita chuva – que ocorrem no estado de Pernambuco – podem ser identificados com antecedência de alguns meses e com alta probabilidade de acerto se houver um monitoramento constante das variáveis meteo-oceanográficas ao longo de todo o Oceano Atlântico Tropical”, destaca.

A cooperação entre o Ceerma e a Apac também prevê a organização de cursos, confere^ncias, workshops e outros eventos acadêmicos e/ou profissionais; intercâmbio de conhecimento entre técnicos e pessoal acadêmico, em todos os níveis; elaboração conjunta de documentos com estudos de casos de interação oceano-atmosfera; além de geração de bases de dados para fins de ensino, pesquisa e aprimoramento operacional de previsão e monitoramento hidro-meteorológico no Estado.

“A assinatura desse protocolo de intenções representa um marco numa cooperação que tende a trazer subsídios para a previsão climática, especialmente, na borda leste da Região Nordeste e com possibilidade de análise de riscos e de ocorrência de eventos adversos extremos que possam causar desastres de natureza diversa, inclusive como derramamento de óleo por exemplo. É uma inovação que temos a grata satisfação de anunciar justamente na Semana da Água”, explica a presidente da Apac, Suzana Montenegro.

De acordo com Leonardo, a previsão é de, ainda este ano, as duas instituições promoverem programas de treinamento e consolidação de metodologias e ferramentas de previsão. O coordenador do Ceerma conta que também estão previstos workshops para discussão com especialistas nacionais e internacionais, a exemplo do Copernicus Marine Services europeu. 

Assinaram, na terça-feira (23), o protocolo de intenções o reitor Alfredo Gomes, o coordenador do Ceerma-UFPE, Leonardo Bruto, a diretora presidente da Apac, Suzana Montenegro, e a chefe do Núcleo de Capacitação em Recursos Hídricos da agência, Martha Maria Wanderley Campos. O documento foi assinado digitalmente devido à pandemia.