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Agência Pernambucana
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CBHSF busca parceria com universidades para viabilizar a ampliação da Expedição Científica para outras regiões do São Francisco

 

CBHSF busca parceria com universidades para viabilizar a ampliação da Expedição Científica para outras regiões do São Francisco

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Na manhã desta quarta-feira (08/12) foi realizada uma reunião entre conselheiros do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), da Agência Peixe Vivo, e representantes das Universidades Federal de Alagoas (UFAL), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Unirios Centro Universitário (BA), Codevasf, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), além do Ministério Público Estadual da Bahia (MPE-BA) e Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), com o objetivo de dar continuidade nas tratativas de ampliar a Expedição Científica realizada há quatro anos no Baixo São Francisco, para outras regiões da Bacia.

Na abertura da reunião, o presidente do CBHSF, Maciel Oliveira destacou a importância da realização da expedição científica: “é nosso desejo que todas as instâncias possam se apropriar dos estudos para, com base neles, buscar soluções para a melhoria da qualidade da água e da qualidade de vida do povo da bacia do rio São Francisco. Estamos aqui em busca de parcerias com as universidades para a ampliação da expedição para outras regiões da bacia. Ressalto que precisamos de pessoas que realmente estejam dispostas a levar o projeto adiante, visto que quem executa é a universidade. O Comitê entra com apoio financeiro”.

Para o coordenador da Câmara Consultiva Regional do Submédio São Francisco, Cláudio Ademar, é necessário estender a expedição para as outras regiões do Velho Chico, dada a diversidade e as especificidades de cada uma delas. “Temos a intenção de realizar a expedição ainda em 2022. Estamos trabalhando para isso. É preciso levar em conta questões como a navegabilidade do rio, pois a região tem muitos barramentos”, disse.

O coordenador da Expedição Científica do Baixo São Francisco e professor da UFAL, Emerson Soares, foi convidado para compartilhar a sua experiência e disse que realização do evento só é possível graças às parcerias firmadas, das quais o CBHSF é um dos maiores investidores. Soares apresentou o projeto e os resultados da expedição aos representantes das universidades. “Já estamos na 4ª edição da Expedição. A cada edição aprendemos e aperfeiçoamos as questões logísticas, buscamos mais parcerias, ampliamos o raio de pesquisas. Hoje temos 35 linhas de pesquisa, que vão desde análises da qualidade da água até estudos da situação socioeconômica e de saúde das comunidades ribeirinhas por onde passamos”. Emerson destacou outros benefícios trazidos pela expedição – com um alcance midiático muito grande, o evento tem alavancado o turismo nas cidades por onde passa, gerando renda e emprego para a população.

 

O professor da UFAL, José Vieira, que também coordena o projeto, ressaltou a importância do comprometimento da equipe, do planejamento e de uma boa liderança, visto que a expedição conta com mais de 60 pesquisadores embarcados. “É importante que o trabalho tenha uma boa identidade visual, bons materiais de educação ambiental para distribuição nas escolas. Esse olhar especial para as escolas traz credibilidade para a expedição, e consequentemente benefícios para os dois lados. É importante envolver a sociedade, conhecer a realidade das populações e a sua relação com o rio”.

Para o mestre ribeirinho Antônio Jackson, “a expedição tem credibilidade, é séria. Se acontecer nas outras regiões, é necessário que as pessoas sejam escolhidas a dedo. Tem que ter amor ao rio, dedicação ao trabalho e comprometimento”.

Durante a reunião, o engenheiro de pesca e membro do CBHSF, Carlos Vanderlei, apresentou um pré-diagnóstico sobre as condições de navegabilidade da região do Submédio. De acordo com ele, é uma região de difícil de navegabilidade. “São 100 km sem condições de navegabilidade. Consegue-se navegar com facilidade de Paulo Afonso até Petrolândia, e de lá até Belém do São Francisco. Em outros trechos, é necessário pensar em outro tipo de embarcação, como lanchas voadeiras, ou até mesmo ir por terra com caminhões. Há que se pensar na questão do grande volume de agrotóxicos despejados no rio, devido ao agronegócio. A melhor época para navegação no segundo médio curso do rio é de janeiro a agosto, quando o rio se encontra cheio”, explicou.

De acordo com o coordenador da CCR Submédio, Cláudio Ademar, “essa reunião é o pontapé inicial para a realização da expedição. Estamos aqui para ouvir a experiência do Baixo São Francisco e dar início aos trabalhos para a execução da expedição”.

Para viabilizar a primeira expedição do submédio, foi criado um grupo de trabalho, que terá como coordenador o secretário da CCR Submédio e professor da UFRPE, Abelardo Montenegro. Compõem o grupo Suzana Montenegro (APAC e UFPE), Lorena Ferraz (UNEB), Luciana Khoury (MPE-BA), Jaime Honorato (UFOB), Emerson Soares (UFAL), Manuela Vergne (Instituto Opará), Larissa Caires (SEMA-BA), Julianeli Lima (Univasf), Carlos Vanderlei (CBHSF), José Vieira (UFAL), José Ivaldo (UNEB) e Renato Garcia (Univasf).

 

Fonte:

Assessoria de Comunicação CBHSF:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Mariana Martins
*Fotos: Mariana Martins